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Chuvas de verão retornam a Natal com precipitações concentradas, aponta Estação de Climatologia da UFRN

Autor: ASCOM FUNPEC
Data da postagem: 23/01/2026
Chuvas de verão retornam a Natal com precipitações concentradas, aponta Estação de Climatologia da UFRN

Chuvas de verão retornam a Natal com precipitações concentradas, aponta Estação de Climatologia da UFRN

Autor: ASCOM FUNPEC
Data da postagem: 23/01/2026

As chuvas típicas do verão já começam a se manifestar em Natal, sinalizando a retomada do período chuvoso após um segundo semestre de 2025 marcado por estiagem prolongada. De acordo com dados da Estação de Climatologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a previsão climatológica para o mês de janeiro na capital potiguar é de 80,6 milímetros. Até o momento, o volume acumulado chega a 65,2 mm, valor próximo da média histórica.

O que chama atenção, no entanto, é a forte concentração das precipitações. Mais da metade do total registrado no mês, cerca de 42,8 mm, foi contabilizada em apenas um único dia, em 20 de janeiro. O comportamento reforça um padrão típico das chuvas de verão, caracterizadas por pancadas intensas em curtos intervalos de tempo.

Equipamento utilizado pela estação para medir a temperatura. Foto: Francisco Castelhano

Segundo o coordenador da Estação de Climatologia da UFRN, professor Francisco Castelhano, esse tipo de ocorrência está diretamente ligado às condições atmosféricas da estação. “O aquecimento intenso da superfície favorece a formação rápida de nuvens convectivas, que resultam em chuvas fortes, localizadas e de curta duração, mas com grande volume acumulado em pouco tempo”, explica.

Em áreas urbanas como Natal, esse padrão de precipitação eleva o risco de impactos imediatos, como alagamentos, transbordamento de canais, dificuldades no trânsito e danos à infraestrutura, sobretudo em regiões com sistemas de drenagem insuficientes.

Janeiro, portanto, representa não apenas um alívio hídrico após meses de seca, mas também um período que exige atenção redobrada. A combinação entre solo mais seco, urbanização intensa e chuvas concentradas aumenta a vulnerabilidade da cidade, reforçando a importância do monitoramento meteorológico contínuo e de ações preventivas por parte do poder público e da população.

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